quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"MELHOR"


5185426151_f2f1b62fca_z_large(Leila Ferreira) 
 

Estamos obcecados com "o melhor". 
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só 
queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor 
emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor 
tênis, o melhor vinho.

Bom não basta. 

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás 
e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, 
estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou 
de horas até isso acontecer. 

Novas marcas surgem a todo instante. 
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, 
nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos 
a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num 
eterno desassossego. 

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos 
de olho no que falta conquistar ou ter. 

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais 
do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) 
estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, 
ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência 
com o melhor tênis. 

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com 
menos. 
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. 

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta 
potência? 

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa 
e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque 
é o melhor cargo da empresa? 

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço 
do meu quarto? 

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque 
tem o "melhor chef"? 

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado 
 
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? 

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo 
"melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos


A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. 

A TV que está velha, mas nunca deu defeito.

O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes 
do que os homens "perfeitos".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, 
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo... 

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias 
que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? 
Ou será que isso já é o melhor e na busca 
do "melhor" a gente nem percebeu? 
reflitam.......

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

vc pode até chorar...

Hoje estive lendo um post muito bom no não morda a maça http://naomordamaca.com/2011/01/31/posso-ate-chorar/ e gostaria de compartilhar com vocês algumas partes que me chamaram atenção


“O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria” Salmo 30:5

“Jesus viu Maria chorando e viu as pessoas que estavam com ela chorando também. Então ficou muito comovido e aflito… Jesus chorou.” João 11:33 e 35

Um dia vc entende, que a resposta pra essas perguntas é Deus. E mais ninguém. Quando ninguém mais puder te abraçar, quando ninguém for capaz de enxugar as suas lágrimas, vc vai ver que vc pode chorar para Aquele que conta as suas lágrimas. Aquele que entende a sua dor. Aquele que te diz :
Eu choro com vc. Descansa em Mim. Confia em Mim.”
“O Deus Eterno me ouve quando choro” Salmos 6:8b